Mosquito

Descrição

Como posso identificar o Aedes aegypti?

Ele é parecido com o pernilongo, mas é menor que um mosquito comum. Tem cor escura e é rajado, com listras brancas no corpo e nas patas.

Hábitos

Por que o Aedes aegypti é um mosquito oportunista?

Porque, mesmo se alimentando de sangue humano, principalmente de manhã e à tarde, se tiver a oportunidade de picar à noite, o mosquito não deixa a oportunidade passar.

O Aedes aegypti é mais frequente em áreas urbanas, especialmente as de grande densidade populacional e de ocupação desordenada. É aí que as fêmeas encontram mais alimentação e criadouros para desovar.

Como o mosquito prefere o clima quente, sua infestação ocorre antes de tudo no verão. As chuvas favorecem a eclosão dos ovos.

Reprodução

Como é o ciclo de reprodução do Aedes aegypti?

O ciclo de reprodução tem quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. Em média, o mosquito chega à fase adulta em apenas uma semana. A partir daí, já pode infectar as pessoas.

Combate

Cerca de 90% dos focos dos mosquitos estão nas nossas casas.

Armazenamento de Água

Como guardar água em casa de forma segura?

Mantenha bem tampados caixas d’água, tonéis, cisternas, tanques, poços, jarras, potes, baldes ou qualquer outro reservatório de água, para evitar que o mosquito ponha os ovos ali. Lave semanalmente esses reservatórios.

Limpeza

Que cuidados devo ter com o lixo?

 

• Mantenha as lixeiras tampadas e secas.

• Deixe o lixo ensacado e fechado.

• Não coloque lixo ou entulhos em terreno baldio, nem canais.

Evite água parada

Atitudes simples, mas que devem ser tomadas periodicamente:

• Retire e guarde, de forma adequada, recipientes que tenham água parada.

• Lave os bebedouros de animais com uma bucha pelo menos uma vez por semana e troque a água todos os dias.

• Cubra e guarde os pneus em locais secos e cobertos, protegidos de chuvas.

• Guarde as garrafas secas de cabeça para baixo e não deixe no quintal objetos que acumulem água.

• Encha os pratinhos dos vasos de plantas com areia até a borda.

• Retire a água da chuva acumulada sobre a laje.

• Retire a água da bandeja externa da geladeira pelo menos uma vez por semana e a lave com sabão.

• Verifique se os ralos da casa estão entupidos e limpe-os uma vez por semana.

• Mantenha as calhas d’água limpas.

Doenças

Três doenças graves e um mesmo transmissor: o Aedes aegypti. Conheça, aqui, os sintomas de cada doença, qual o tratamento adequado e o que Pernambuco está fazendo com relação aos casos de microcefalia.

Dengue

A dengue pode matar.

Essa é a doença mais grave, em relação aos casos clássicos, quando comparada à chikungunya e ao zika. Em 2015, Pernambuco registrou aumento de mais de 575% nos casos de dengue em relação a 2014. Até novembro, foram notificadas mais de 80 mortes pela doença (22 confirmadas, 10 descartadas e 50 em investigação).

Sintomas:

• Febre alta.

• Dores no corpo.

• Dores de cabeça e nos olhos.

• Falta de ar.

• Manchas na pele.

• Indisposição.

Nos casos mais graves:

• Sangramentos (nariz, gengivas).

• Dor abdominal intensa.

• Vômitos persistentes.

• Sonolência.

• Irritabilidade.

• Hipotensão.

• Tontura.

Chikungunya

Em 2015, mais de mil casos de chikungunya foram registrados em Pernambuco.

De comprovada transmissão no Estado, a doença raramente causa a morte.

Sintomas

• Febre repentina acima de 39 graus.

• Dores no corpo, concentradas nas articulações e mais intensas que nos casos de dengue.

• Dor de cabeça.

• Dor nos músculos.

• Manchas vermelhas na pele.

Zika

A primeira confirmação de zika no Brasil ocorreu em 2015.

De circulação já confirmada em Pernambuco, zika é a doença que, de modo geral e comparada à dengue e à chikungunya, apresenta os sintomas mais leves: não duram mais de sete dias. Normalmente, não causa a morte. O Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus zika e o surto de microcefalia no Nordeste.

Sintomas

• Febre mais baixa que nos casos de dengue e chikungunya.

• Olhos avermelhados.

• Manchas vermelhas e coceira na pele, que podem confundir a doença com alergia.

• Possíveis casos de diarreia.

Tratamento

Como devem ser tratados a dengue, a chikungunya e o zika?

Não existem medicamentos específicos para nenhuma dessas enfermidades, e o tratamento das três doenças é praticamente o mesmo.

Nos três casos, o paciente deve ficar em repouso e beber bastante líquido. Alguns medicamentos são indicados para a dor, mas não devem ser usados remédios que contenham ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios não hormonais, pois podem causar hemorragias.

Microcefalia

O que Pernambuco está fazendo para cuidar dos casos de microcefalia?

Pernambuco foi o primeiro estado a identificar a mudança no padrão de ocorrência dos casos de microcefalia no Brasil. Também foi o primeiro a tornar obrigatória a notificação dos casos. O Governo de Pernambuco reorganizou a rede de saúde para garantir o atendimento às crianças com microcefalia e o suporte às gestantes em todo o Estado. A assistência foi descentralizada e acontece em quatro macrorregiões do Estado, com sedes em Recife, Caruaru, Serra Talhada e Petrolina.

Prevenção

Gestantes

Que cuidados as gestantes devem ter com o Aedes aegypti?

O aumento dos casos de microcefalia no Nordeste tem relação com o zika. Por isso, as gestantes devem tomar cuidados especiais com o mosquito transmissor da doença. Seguem ao lado as principais orientações do Ministério da Saúde:

• Ter acompanhamento pré-natal de um médico e realizar todos os exames por ele solicitados.

• Não consumir álcool ou drogas durante a gestação.

• Só utilizar medicamentos com orientação médica.

• Evitar contato com as pessoas que apresentem sintomas como febre, manchas no corpo ou infecções.

• Manter as portas e as janelas de casa fechadas ou colocar telas.

• Vestir calças e camisas de mangas compridas.

• Usar repelentes indicados para as gestantes.

• Seguir todas as indicações de combate ao mosquito.

Repelentes

Que repelentes devo usar contra o Aedes aegypti?

Use repelentes com recomendação médica. No caso de gestantes e de crianças, o indicado são repelentes tópicos (de uso direto na pele) à base de DEET (N,
N-DIETIL-METATOLUAMIDA ou N,
N-DIETIL-3-METILBENZAMIDA) e de
Ethylbutylacetylaminoporpionate (EBAAP ou IR3535), que não trazem riscos à gestação.

Inseticidas

Que inseticidas devo usar para combater o mosquito?

Com a resistência adquirida ao longo do tempo, os inseticidas não são eficientes contra o Aedes aegypti.

Estudos estão sendo realizados para reverter esse quadro, mas ainda não são conclusivos.

Outros Cuidados

Que outros cuidados devo tomar para evitar ser picado pelo mosquito?

Além de eliminar os focos do Aedes aegypti na sua casa

e de utilizar os repelentes indicados, mantenha as portas e as janelas fechadas ou com telas.

Dúvidas

Para esclarecer as dúvidas e obter mais informações, envie uma mensagem preenchendo os campos ao lado. Ou ligue 0800.286.2828.

Sua Pergunta

Principais dúvidas sobre o zika e a microcefalia

Saiba quais são e os esclarecimentos prestados pelo Ministério da Saúde.

  • O que é a microcefalia?

    A microcefalia não é um agravo novo. Trata-se de uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Nesse caso, os bebês nascem com perímetro cefálico (PC) menor que o normal, que habitualmente é superior a 33cm.

  • Quais as causas dessa condição?

    Essa malformação congênita pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como substâncias químicas e agentes biológicos (infecciosos), a exemplo de bactérias, vírus e radiação.

  • O que é o vírus zika?

    O vírus zika é um arbovírus (grande família de vírus), transmitido pela picada do mesmo vetor da dengue, o Aedes aegypti.

  • Já há confirmação que o aumento de casos de microcefalia no Brasil é causado pelo vírus zika?

    O Ministério da Saúde confirmou no sábado (28/11) a relação entre o vírus zika e o surto de microcefalia na região Nordeste. O Instituto Evandro Chagas, órgão do ministério, em Belém (PA), encaminhou o resultado de exames realizados em uma bebê, nascida no Ceará, com microcefalia e outras malformações congênitas. Em amostras de sangue e dos tecidos, foi identificada a presença do vírus zika.

    A partir desse achado do bebê que veio a óbito, o Ministério da Saúde considera confirmada a relação entre o vírus e a ocorrência de microcefalia. Essa é uma situação inédita na pesquisa científica mundial.

    As investigações sobre o tema devem continuar para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua atuação no organismo humano, a infecção do feto e o período de maior vulnerabilidade para a gestante. Em análise inicial, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez.

    O achado reforça o chamado para uma mobilização nacional para conter o mosquito transmissor, o Aedes aegypti, responsável pela disseminação da doença.

  • A microcefalia pode levar a óbito ou deixar sequelas?

    Cerca de 90% das microcefalias estão associadas com retardo mental, exceto nas de origem familiar, que podem ter o desenvolvimento cognitivo normal. O tipo e o nível de gravidade da sequela vão variar caso a caso. Tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida.

  • Como é feito o diagnóstico?

    Após o nascimento do recém-nascido, o primeiro exame físico é rotina nos berçários e deve ser feito em até 24 horas do nascimento. Esse período é um dos principais momentos para se realizar a busca ativa de possíveis anomalias congênitas. Por isso, é importante que os profissionais de saúde fiquem sensíveis para notificar os casos de microcefalia no registro da doença no Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc).

  • É possível detectar a microcefalia no pré-natal? Apenas a ultrassonografia é suficiente?

    Sim. No entanto, somente o médico que está acompanhando a grávida poderá indicar o método de imagem mais adequado.

  • Qual o tratamento para a microcefalia?

    Não há tratamento específico para a microcefalia. Existem ações de suporte que podem auxiliar no desenvolvimento do bebê e da criança, e esse acompanhamento é preconizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Como cada criança desenvolve complicações diferentes – entre elas respiratórias, neurológicas e motoras – o acompanhamento por diferentes especialistas vai depender de suas funções que ficarem comprometidas.

    Estão disponíveis serviços de atenção básica, serviços especializados de reabilitação, os serviços de exame e de diagnóstico e os serviços hospitalares, além de órteses e próteses aos casos em que se aplicar.

    Com o aumento de casos que ocorre nesse momento, o Ministério da Saúde decidiu elaborar, em parceria com as secretarias municipais e estaduais de saúde, um protocolo de atendimento voltado a essas crianças. Esse protocolo vai servir como base de orientação aos gestores locais para que possam identificar e estabelecer os serviços de saúde de referência no tratamento dos pacientes, além de determinar o fluxo desse atendimento.

    Há um tipo de microcefalia, a Sinostose craniana, que não é a que está tendo aumento do número de casos, por não ser de causa infecciosa, que pode ser corrigida por meio de cirurgia. Nesse caso, geralmente, as crianças precisam de acompanhamento após o primeiro ano de vida.

  • Quais os estados que estão apontando crescimento de casos de microcefalia acima da média?

    Até o dia 28 de novembro, foram notificados à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde, 1.248 casos suspeitos de microcefalia identificados em 311 municípios de 14 estados do Brasil. O Estado de Pernambuco mantém-se com o maior número de casos (646), sendo o primeiro a identificar o aumento de microcefalia em sua região e que conta com o acompanhamento de equipe do Ministério da Saúde desde o dia 22 de outubro. Em seguida, estão os estados da Paraíba (248), Rio Grande do Norte (79), Sergipe (77), Alagoas (59), Bahia (37), Piauí (36), Ceará (25), Maranhão (12), Rio de Janeiro (13), Tocantins (12), Goiás (2), Distrito Federal (1) e Mato Grosso do Sul (1).

  • Há registro de 'surtos' de microcefalia em outros países?

    O zika é considerado endêmico no leste e no oeste do continente africano. Evidências sorológicas em humanos sugerem que a partir do ano de 1966 o vírus tenha se disseminado para o continente asiático. Atualmente, há registro de circulação esporádica na África (Nigéria, Tanzânia, Egito, África Central, Serra Leoa, Gabão, Senegal, Costa do Marfim, Camarões, Etiópia, Quênia, Somália e Burkina Faso) e Ásia (Malásia, Índia, Paquistão, Filipinas, Tailândia, Vietnã, Camboja, Índia, Indonésia) e Oceania (Micronésia, Polinésia Francesa, Nova Caledônia/França e Ilhas Cook).

    Casos importados de zika vírus foram descritos no Canadá, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos e Austrália. O Brasil está entre os países que apresentaram circulação autóctone (natural do lugar em que se encontra), em 2015, juntamente com outros países da América do Sul (Paraguai, Colômbia e Suriname) e da América Central (Guatemala).

  • Quais os exames que estão sendo realizados nas crianças e nas gestantes dos estados que já notificaram o Ministério da Saúde?

    A partir dos casos identificados em Pernambuco, estão sendo realizadas investigações epidemiológicas de campo, tais como: revisão de prontuários e outros registros de atendimento médico da gestante e do recém-nascido.

    Também estão sendo feitas entrevistas com as mães por meio de questionário. Os casos seguem para a investigação laboratorial e os exames de imagem como a tomografia computadorizada de crânio.

  • Qual o período da gestação que é mais suscetível à ação do vírus?

    Pelo que foi relatado dos casos até o momento, as gestantes, cujos os bebês desenvolveram a microcefalia, tiveram sintomas do vírus zika no primeiro trimestre da gravidez. Mas o cuidado para não entrar em contato com o mosquito Aedes aegypti é para todo o período da gestação.

  • Nesse momento, qual é a recomendação do Ministério da Saúde para as gestantes?

    Nesse momento, o Ministério da Saúde reforça às gestantes que não usem medicamentos não prescritos pelos profissionais de saúde e que façam um pré-natal qualificado e todos os exames previstos nessa fase, além de relatarem aos profissionais de saúde qualquer alteração que perceberem durante a gestação. Também é importante que elas reforcem as medidas de prevenção ao mosquito Aedes aegypti, com o uso de repelentes indicados para o período de gestação, uso de roupas de manga comprida e todas as outras medidas para evitar o contato com os mosquitos, além de evitar o acúmulo de água parada em casa ou no trabalho. Independente do destino ou do motivo, toda a grávida deve consultar o seu médico antes de viajar.